w) O impacto de Tarim pode explicar a causa da excepcional riqueza das jazidas de terras raras na Ásia, particularmente na China e Coreia do Norte — é o resultado do fallout do asteroide pulverizado na explosão.
Posteriormente essa camada de minerais raros foi lavada e se concentrou nas regiões aluviais onde se encontram atualmente.
x) Há um padrão concêntrico centralizado no impacto de Tarim para a distribuição de diversas ocorrências geológicas, entre as quais:
· Montes Urais
· Arco vulcânico das ilhas da Indonésia
· Fratura continental entre África e Península Arábica
· Província vulcânica entre a fratura da África, Península Arábica, Oriente Médio e Europa Oriental
· Montes Urais
· Fratura entre Europa e Ásia
· Mar Cáspio
· Himalaia (arco deformado pela deriva da Placa Indiana)
y) A região sul do continente americano é apontada como o local de origem dos dinossauros.
Os ecossistemas se recuperaram depois de poucos milhões de anos e criaram novas condições para a renovação da população.
Os sobreviventes vieram das regiões menos afetadas pelo hipermegaterremoto, megatsunamis e megaincêndios florestais.
América do Sul, África, Índia, Antártida e Austrália formavam um único bloco no supercontinente de Gondwana, e os habitantes de suas regiões mais distantes tiveram sorte.
Os pré-mamíferos permianos que eram predominantes até então foram dizimados.
Os pequenos répteis arcossauros (crocodilianos, pterossauros e ancestrais dos dinossauros) se adaptaram melhor às novas condições e repovoaram esse novo mundo.
O ambiente repleto de nichos a serem explorados, livre dos predadores anteriores, permitiu a rápida diversificação das espécies e sua evolução para tamanhos maiores.[2]
z) Apesar de sua formação relativamente recente, as salinas da América do Sul podem ser remanescentes de megatsunamis gerados pelo evento de impacto de Wegener — os lagos são geologicamente novos, mas o sal pode ser originado de antigas inundações marinhas.
Estes apartamentos são distribuídos ao longo da região andina através do Chile, Argentina e Bolívia.
A teoria atual diz que pelo menos alguns desses salgados são originários de erupções vulcânicas, como o Salar de Antofalla, coletando águas enriquecidas com minerais que brotam do vulcão de mesmo nome na Argentina.
Mas outras regiões vulcânicas do mundo não apresentam desertos de sal — pelo contrário, os desertos de sal norte-americanos resultam da evaporação de grandes lagos, como Bonneville.
As planícies salinas da América do Sul estão espalhadas por uma grande área, assim como o solo da Patagônia é caracterizado por baixos níveis de fertilidade e níveis acima da média de salinidade.
α) O mapa mostra a alta concentração de aridisolos, terras áridas no sul da Argentina caracterizadas por teores de salinidade acima da média.
Uma análise da Patagônia Argentina mostra que “os solos apresentam características de lixiviação, níveis de salinidade e umidade diferentes em distâncias curtas, embora tenham se desenvolvido sob o mesmo clima atmosférico”. 41
Megatsunamis poderiam explicar essa aparente inconsistência, bem como os níveis mais altos de salinidade ao longo do sul da América do Sul.
Existem outras regiões do planeta que apresentam baixos níveis de fertilidade, apesar de cercadas por florestas exuberantes nos continentes africano e australiano, possivelmente pelo mesmo motivo.
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Imagem: Principais tipos de solos na Argentina de acordo com nomenclatura de solos[2]
β) Coerentemente, encontramos níveis de salinidade acima da média na região sul da África, nomeadamente nos países de Botsuana, Namíbia e África do Sul — todas essas regiões estão em uma linha de visada reta para as ondas gigantescas.
Assim como a região sul da América do Sul, esses países seriam os mais afetados pelos megatsunamis irradiados do Polo Sul — esses países apresentam solos salinos intrinsecamente primários.
O caso da Austrália e da Índia seria melhor compreendido por meio de simulações em computador — os primeiros países apresentam características semelhantes, mas o caminho das ondas é mais complexo.
A Austrália Ocidental é a região mais severamente afetada pelo problema de salinidade do solo, assim como a Índia, então localizada nas proximidades da província australiana.
Ambos os países provavelmente foram atingidos pelos megatsunamis depois que as ondas cruzaram o globo e foram canalizados pela geografia local de acordo com os paleomapas — é uma possibilidade, mas apenas uma simulação poderia provar a viabilidade dessa hipótese.
Provavelmente nunca teremos dados suficientes de salinidade do solo para nos permitir chegar a uma conclusão sobre a influência dos megatsunamis na Antártida Oriental.
A região oeste dos Estados Unidos da América do Norte não estava posicionada em alinhamento direto com as ondas e essa área era fértil na época dos dinossauros.
Mas a Cratera Rohe, o astroblema de impacto de 600 km que iniciou a decadência final dos dinossauros perto do final do Cretáceo, ocorreu em um alinhamento perfeito para o megatsunami lavar e impregnar essas terras com sal, conforme evidenciado por seu hotspot hoje, o Arquipélago do Havaí.
Esta cratera ainda é parcialmente visível e mensurável até hoje na extremidade norte da cadeia vulcânica Havaí-Imperador, mas sua maior parte já foi subduzida abaixo da Fossa das Aleutas.
γ) O Salar de Uyuni, também conhecido como Salar de Tunupa, na Bolívia, é o maior deserto de sal do planeta, e seus lagos de salmoura apresentam um teor excepcionalmente alto de lítio (70 a 80% das reservas mundiais) — o lítio é um elemento comum em meteoritos condríticos.
Outra grande reserva de lítio é encontrada no Salar de Atacama, no Chile, localizado a cerca de 300 km do Salar de Uyuni.
Um impactador de tamanho enorme como o de Wegener poderia trazer uma grande quantidade de rochas agregadas metálicas e não metálicas, e o lítio poderia ser o metal marcador extraterrestre do impacto.
Assim, o anel secundário da Cratera Wegener resultaria rico em lítio e, quando a região foi subduzida pela Placa Sulamericana, esse metal (entre outros) aflorou na região andina como resultado do vulcanismo gerado pelo atrito com a Placa de Nazca.
Framentos aparentados com o impactador de Wegener podem continuar vagando em nosso sistema solar — o cometa Shoemaker-Levy 9, ao colidir com Júpiter em 2009, emitiu uma quantidade de lítio detectável.
No entanto, não foi detectada quantidade significativa de vapor de água, como seria esperado de um cometa — isso pode indicar que o Shoemaker-Levy 9 fosse de fato um asteroide com densidade maior que um objeto cometário.
Sua desagregação pode ser entendida com base no processo de acreção suave evidenciado por asteroides como 25143 Itokawa e 162173 Ryugu, além do objeto 486958 Arrokoth, sobrevoado pela sonda New Horizons em janeiro de 2019.
δ) Além do lítio, outros possíveis indicadores de impacto extraterrestre na região são os níveis significativos de platina, irídio e ródio observados nos líquenes da Terra do Fogo, localizada no extremo sul da Patagônia e nas proximidades do local de impacto na Antártida Ocidental.
Outra grande reserva de lítio é encontrada no Salar de Atacama, no Chile, localizado a cerca de 300 km do Salar de Uyuni.
Um impactador de tamanho enorme como o de Wegener poderia trazer uma grande quantidade de rochas agregadas metálicas e não metálicas, e o lítio poderia ser o metal marcador extraterrestre do impacto.
Assim, o anel secundário da Cratera Wegener resultaria rico em lítio e, quando a região foi subduzida pela Placa Sulamericana, esse metal (entre outros) aflorou na região andina como resultado do vulcanismo gerado pelo atrito com a Placa de Nazca.
Framentos aparentados com o impactador de Wegener podem continuar vagando em nosso sistema solar — o cometa Shoemaker-Levy 9, ao colidir com Júpiter em 2009, emitiu uma quantidade de lítio detectável.
No entanto, não foi detectada quantidade significativa de vapor de água, como seria esperado de um cometa — isso pode indicar que o Shoemaker-Levy 9 fosse de fato um asteroide com densidade maior que um objeto cometário.
Sua desagregação pode ser entendida com base no processo de acreção suave evidenciado por asteroides como 25143 Itokawa e 162173 Ryugu, além do objeto 486958 Arrokoth, sobrevoado pela sonda New Horizons em janeiro de 2019.
Imagem: Asteroide 25143 ITOKAWA, em Wikipedia
A presença desses elementos metálicos causados pela contaminação atmosférica naquele local remoto, como proposto pelos autores desse estudo, parece uma possibilidade menos plausível do que a absorção das rochas e do solo por esses organismos compostos.
Existem dois candidatos a um impacto extraterrestre nessa região, o maior sendo o impacto de Wegener e o outro o impacto que originou a cratera deformada, conhecida como microplaca tectônica da Escócia e seu arco vulcânico nas Ilhas Sandwich do Sul, possivelmente há 200 ou 180 milhões de anos.
ε) A Península Antártica, possivelmente uma seção deformada do anel secundário externo da Cratera Wegener, é extremamente rica em minério de cobre, conforme indicado pelo monte Copper Peak — literalmente uma montanha feita de cobre — e outras reservas encontradas nessa região.
Outros locais com grandes reservas de minério de cobre e ouro ao redor da cratera Wegener e adjacências no momento do impacto são a Nova Zelândia (cobre, ouro e lítio), Japão (cobre, ouro e lítio), Taiwan (ouro), Filipinas (cobre e ouro) e região andina (cobre, ouro e lítio) — e o modelo proposto de Plumas Mantélicas Coronárias (outro estudo do autor) pode explicar essa distribuição espacial.
A possibilidade de a riqueza de cobre, ouro e lítio na região do anel secundário externo ter se originado com o impacto de Wegener é mais uma evidência a ser considerada para esta hipótese.
A possibilidade de a riqueza de cobre, ouro e lítio na região do anel secundário externo ter se originado com o impacto de Wegener é mais uma evidência a ser considerada para esta hipótese.
φ) Há 252 milhões de anos, o continente antártico se localizava ligeiramente mais ao norte do que hoje — seu clima era comparável ao do Canadá ou Sibéria atuais.
O processo de congelamento da Antártida teve início há cerca de 40 milhões de anos quando as correntes marinhas e ventos passaram a circular livremente ao seu redor, criando uma região cada vez mais isolada das massas de ar e oceânicas mais ao norte.
Esse processo foi desencadeado em parte pela deriva da Antártida para o sul, mas principalmente pela deriva da fração da Zelândia rumo ao norte — ao se deslocar em direção à Austrália e Ásia, ela deixou de servir como barreira à circulação oceânica e teve início o congelamento que eliminou quase toda a vida de um continente que sempre manteve ecossistemas ricos e variados.
[1] Eita! Acabaram as letras latinas...
[2] Baseado no Atlas de suelos de la Republica Argentina (INTA 1990); em Country Pasture/Forage Resource Profile, Argentina, FAO, por Martín F. Garbulsky e V. Alejandro Deregibus, 2006, texto sublinhado por este autor.
ATENÇÃO: Blog em ordem inversa. Para continuar a leitura, leia a postagem abaixo ("mais antiga").
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Muitíssimo interessante!
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