segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Consequências dos impactos permianos - Parte 2

p) O impacto de Wegener causou tal perturbação sísmica no planeta que afetou o comportamento do manto terrestre.
É admissível que o processo de fratura dos continentes que integravam Gondwana tenha se iniciado pela propagação das ondas sísmicas e golpe de aríete hidráulico das ondas refletidas pelo núcleo terrestre em padrão concêntrico.
A separação do bloco supercontinental nos atuais continentes da América, África, Antártida, Austrália e subcontinente da Índia — assim como o padrão de fraturas radiais e concêntricas — podem ser atribuídos è energia gerada pelo impacto.
q) A megaformação geológica Varsicana nos trechos da América do Norte e Europa está disposta em um padrão concêntrico centralizado no impacto de Wegener.
r) A velocidade excepcional da deriva da Placa Indiana inicialmente rumo ao leste pode ser explicado pelo impulso recebido pelas ondas propagadas a partir de Wegener.
Pelo mesmo raciocínio, sua mudança de orientação rumo ao norte teria ocorrido devido ao impacto posterior de Wilkes Land, ocorrido em suas proximidades, e mais recentemente pelo impacto cretáceo de Shiva em sua própria placa tectônica.
s) O impacto de Wegener pode explicar a causa da Anomalia Magnética do Atlântico Sul — a perturbação do manto originou o desequilíbrio da quantidade de ferro levando uma enorme quantidade para mais perto da superfície terrestre.
A reemergência do manto teria causado o enriquecimento da crosta com metais provenientes das profundezas.
O formato da anomalia é compatível com o esperado para uma reemergência do manto posterior a um impacto de extrema energia.
A camada rica em ferro também segue o caminho das cadeias vulcânicas submarinas da fração da Placa das Filipinas/Placa das Marianas a partir da Cratera Wegener através do Oceano Pacífico.
Sua posição no hemisfério sul aponta para uma difusão irradiada a partir da região do impacto.
Imagens: ANOMALIA DO ATLÂNTICO SUL, em Wikipedia - As edições em Português e Inglês mostram imagens diferentes. Enquanto a nossa versão mostra a anomalia em azul se estendendo ao longo das cordilheiras submarinas até a fração da Placa das Filipinas/Placa das marianas, a versão da Wikipedia em Inglês mostra a anomalia em vermelho  e limitada apenas à região mais intensa sobre a América/Atlântico.
t) O Chile é um dos países com maior concentração de riquezas minerais do planeta.
Esses minerais resultam da reemergência da pluma magmática coronária (outro estudo do autor) em um círculo concêntrico a partir da cratera causada pelo impacto de Wegener.
É o mesmo processo que cria os anéis secundários de uma cratera complexa.

O mesmo fenômeno ocorre na África do Sul, outro país rico em minérios onde as principais jazidas circundam a Cratera Vredefort.
O mesmo processo ocorreu na Cratera Bedout e isso explica a causa da excepcional riqueza das jazidas de ferro na região norte da Austrália Ocidental.

A orogênese dos Andes causou vulcanismo intenso devido à subducção da Placa de Nazca, o que trouxe à superfície diversos minerais como o cobre, molibdênio, ouro e lítio (detalhado na próxima postagem).

u) Chile, Peru, Japão e Filipinas apresentam níveis elevados de atividade sísmica devido à subducção das placas onde se encontram, e isso pode ser atribuído ao evento estudado.
Esses países também se destacam pelos níveis incomuns de atividade sísmica, onde terremotos de grande magnitude são mais frequentes do que em outros locais.
No Chile:
· Terremoto de Caldera, 1º de setembro de 1420 (magnitude 9,4)
· Terremoto de Arica, 13 de agosto de 1868 (magnitude 9,0)
· Terremoto de Valdívia, 22 de maio de 1960 (magnitude 9,5)
· Outros 23 megaterremotos de magnitude superior a 8, como o de Maule, 27 de fevereiro de 2010 (magnitude 8,8)
· Outros 94 terremotos de magnitude superior a 7, como o de Concepción, 21 de maio de 1960 (magnitude 7,9)
No Peru:
· Terremoto de 20 de outubro de 1687 (magnitude entre 8,0 e 8,4)
· Terremoto de 23 de junho de 2001 (magnitude 8,4)
· Terremoto de 31 de maio de 1970 (magnitude 7,9)
No Japão:
· Terremoto de Tohoku, 11 de março de 2011 (magnitude 9,0)
· Terremoto de Tohei, 28 de outubro de 1707 (magnitude 8,6)
· Terremoto de Meiji-Sanriku, 15 de junho de 1896 (magnitude 8,5)
· Outros 19 megaterremotos com magnitude superior a 8, como o das Ilhas Curilas, 15 de novembro de 2006 (magnitude 8,4)
· Outros 38 terremotos de magnitude superior a 7, como o Grande Terremoto de Kanto, 1º de setembro de 1923 (magnitude 7,9)
Nas Filipinas:
· Terremoto de Luzón, 16 de julho de 1990 (magnitude 7,7)
· Terremoto de Bohol, 15 de outubro de 2013 (magnitude 7,2)
Tais ocorrências podem ser atribuídas à grande perturbação geológica nas regiões de subducção das respectivas placas tectônicas.
v) A totalidade ou pelo menos a imensa maioria das jazidas de carvão encontradas no Brasil não provêm do período Carbonífero, mas sim do Permiano.
Uma explicação possível para isso está na ocorrência dos gigantescos incêndios florestais causados pelo impacto de Wegener.
Depois de carbonizadas, florestas inteiras foram arrastadas para lagos e estuários principalmente na região sul do país, originando as jazidas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As reservas de carvão encontradas na Terra de Victoria, na Antártida, também são de origem Permiana.[1]



[1] Willett Range Coal Deposits, Mackay Glacier Area, Victoria Land, Antarctica, Editions 6331-6335, by John J. Mulligan, página 64


ATENÇÃO: Blog em ordem inversa. Para continuar a leitura, leia a postagem abaixo ("mais antiga").

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