Uma questão em aberto: A proporcionalidade e a causa real da maioria das grandes extinções
Uma sequência de enormes impactos associados à extinção permiana é compatível com os níveis de mortalidade atingidos. Entretanto, isso revela um paradoxo:
A extinção permiana só é mais intensa do que as extinções cretácea e jurássica.
Que causas são atribuídas a essas extinções?
1) Para a crise do final do Cretáceo, são apontadas como causas o impacto da Cratera Chicxulub, com diâmetro de apenas 180 km, e o médio derrame de lava do Planalto do Decã, na Índia.
Para a causa do derrame de lava do Decã, o geólogo Sankar Chatterjee e equipe, da Texas University, propuseram um impacto de asteroide como o causador da criação da estrutura Shiva, no litoral da Índia, que eles identificam como uma cratera. No momento, ainda não há consenso da comunidade sobre essa estrutura ser uma cratera de impacto.
2) Para a crise do final do Jurássico, são apontadas como causas exclusivamente os derrames de lava da Província Ígnea do Atlântico Central (CAMP).[1]
Na época os continentes estavam unidos e o derrame hoje se localiza no sudeste do continente norte americano, nordeste da América do Sul e noroeste da África.
Há também o LIP[2] Karoo-Ferrar no sul de Gondwana (atuais sul da África, oeste da Índia, norte da Antártida na região da costa do Oceano Índico, e sudoeste da Austrália).
Ora, isso não faz sentido: a soma dos derrames de lava da extinção jurássica é maior do que o único derrame de lava do Decã durante a extinção cretácea; mas o nível de mortalidade da extinção jurássica (30% da vida marinha) é duas vezes e meia inferior à mortalidade da extinção cretácea (75%).
Além disso, a decadência dos dinossauros se iniciou poucos milhões de anos antes do impacto de Chicxulub convencionado como o evento final da extinção cretácea.
Atribuir essa decadência à mudança nos ecossistemas globais causados apenas pelo surgimento de angiospermas (plantas com sementes) e gramíneas é muito difícil de aceitar.
Como explicar tamanha desproporção entre as extinções permiana e cretácea?
É forçoso admitir que outros impactos ocorreram ao final do Cretáceo.
E sim, existem fortes indícios de uma série de impactos distribuídos pela América do Sul, que lamentavelmente os cientistas locais se recusam a ouvir falar a respeito.
Ora, os cientistas locais se recusaram até mesmo a ouvir o que este autor tinha a dizer e a mostrar a respeito da extinção permiana, daí a publicação desta apresentação.
Julgue por si mesmo se esses argumentos são suficientes para validar esta teoria para a causa real da extinção do Permiano.
Nesse caso, será um prazer apresentar nossas evidências de asteroides causando todas as outras extinções.
Atribuir essa decadência à mudança nos ecossistemas globais causados apenas pelo surgimento de angiospermas (plantas com sementes) e gramíneas é muito difícil de aceitar.
Como explicar tamanha desproporção entre as extinções permiana e cretácea?
É forçoso admitir que outros impactos ocorreram ao final do Cretáceo.
E sim, existem fortes indícios de uma série de impactos distribuídos pela América do Sul, que lamentavelmente os cientistas locais se recusam a ouvir falar a respeito.
Ora, os cientistas locais se recusaram até mesmo a ouvir o que este autor tinha a dizer e a mostrar a respeito da extinção permiana, daí a publicação desta apresentação.
Julgue por si mesmo se esses argumentos são suficientes para validar esta teoria para a causa real da extinção do Permiano.
Nesse caso, será um prazer apresentar nossas evidências de asteroides causando todas as outras extinções.
Conclusão
Para que as estatísticas e os resultados possam ser comparados, para que os níveis de mortalidade das extinções sejam compatíveis uns com os outros, é necessário repensar e reavaliar as teorias e explicações propostas e aceitas até o momento.
Se foi necessário um evento de impacto catastrófico como Wegener para eliminar 95% da vida marinha, com a criação de uma cratera e um derrame de lava, ambos de dimensões continentais, então é demonstrável que somente o diminuto asteroide de Chicxulub e o derrame de lava do Decã, mesmo que originado por impacto, não teriam condições de gerar um nível de mortalidade quase comparável — isso é explicado em outro estudo.
Na Ciência da Geologia, há uma teoria consagrada há séculos para a causa do surgimento de plumas mantélicas.
Mas o conceito de plumas espontâneas precisa ser revisto à luz dos conhecimentos mais recentes e da possibilidade já confirmada dos impactos extraterrestres.
Nossas placas tectônicas começaram suas vidas em movimento contínuo desde o momento em que a primeira delas se solidificou.
O impulso inicial foi dado pelo impacto de Theia e a partir daí pela atração gravitacional ainda mais intensa de nossa querida recém-nascida Lua — ainda antes de entrar em regime de rotação síncrona com a Terra.
De lá para cá, o manto terrestre nunca deixou de se mover e de ser forçado a se mover por outros impactos que não ficaram registrados ou que ainda não foram reconhecidos como tal.
A grande maioria das extinções em massa — não necessariamente todas — ocorreram por impactos significativos que desencadearam vulcanismo intenso.
Para mim, esse é um fato incontestável em função dos estudos realizados e que serão apresentados em seu devido tempo.
A possível resposta para esses paradoxos está nos estudos adicionais específicos para esses eventos — mas por ora, ficaremos somente com a extinção permiana.
Espero que este estudo venha a contribuir para uma melhor compreensão da dinâmica desses eventos intrigantes na história de nosso planeta e levem a um melhor entendimento dos fatores que colocam em risco a sobrevivência da humanidade.
Os estudos deste autor pretendem deixar claro que eventos de extinção são rotineiros e relativamente frequentes — e se não bastassem aqueles causados pela Natureza, ainda temos de lidar com a ação dos humanos empenhados eles mesmos na maior das extinções, a destruição de nossos habitats naturais.
Necessitamos agir, e agir rápido, se quisermos levar nossa história além deste século.
Os estudos deste autor pretendem deixar claro que eventos de extinção são rotineiros e relativamente frequentes — e se não bastassem aqueles causados pela Natureza, ainda temos de lidar com a ação dos humanos empenhados eles mesmos na maior das extinções, a destruição de nossos habitats naturais.
Necessitamos agir, e agir rápido, se quisermos levar nossa história além deste século.
Agradeço seu interesse, e desde já me coloco à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
Jefferson W. Dessordi
Santo André, SP, Brazil
jefferson.tradutor11@gmail.com
05511 2325-2301
PS 28/03/2020: Estou tentando resumir meus outros estudos em um novo blog onde vou tentar apresentar as evidências sobre a extinção do Cretáceo causada por uma rajada de crateras simultâneas a Chicxulub nas Américas do Sul e do Norte, bem como o impacto que originou o hotspot do Havaí, e a cratera de 1.000 km no Brasil que possivelmente pôs fim ao Criogeniano, as crateras das Ilhas Sandwich do Sul e do Caribe relacionadas à extinção do Jurássico, as crateras as rajadas da extinção do Paleogeno em Chesapeake e Bermudas, a origem da Islândia por impacto sobre a Dorsal Mesoatlântica, a cratera de 750 km em Minto no Canadá associada a minas de ferro e à estrada na borda da cratera, a relação entre a cratera de Wilkes Land e Kerguelen, tanta coisa... mas a saúde anda cada vez mais incerta e não sei se terei tempo. Programei a publicação automática do que estiver pronto para o meio do ano, nome do novo blog Os vários asteroides da extinção Cretácea. Perdoem se estiver muito incompleta. Meus planos foram abortados pela pandemia, tentem localizar os arquivos no meu computador e pendrives de backup. Boa sorte a todos nós.
[1] Central Atlantic Magmatic Province
[2] Large Igneous Province
ATENÇÃO: Blog em ordem inversa. Para continuar a leitura, leia a postagem abaixo ("mais antiga").
ATENÇÃO: Blog em ordem inversa. Para continuar a leitura, leia a postagem abaixo ("mais antiga").
Muitíssimo interessante!
ResponderExcluir